O ato final da vitória do Flamengo por 3 a 2, com a bela cabeçada de Rodrigo Caio, a comemoração apoteótica e os jogadores abraçando o treinador Abel Braga – vaiado durante a partida, especialmente quando o placar apontava 2 a 1 para o Athletico -, certamente foi marcante e emocionante para o torcedor que mais uma vez compareceu em ótimo número no Maracanã – mais de 45 mil pagantes.

A virada, porém, não pode mascarar mais uma péssima atuação coletiva do time rubro-negro. Depois de uma semana para treinar e contra uma equipe com apenas três titulares e focada na Recopa Sul-Americana contra o River Plate. Mesmo muito mexido, o time de Tiago Nunes mostrou consciência na execução do plano de jogo. Sem abdicar do ataque, criando oportunidades para mais gols além das duas bolas nas redes de Marcelo Cirino.

Porque o problema do Fla é crônico: time recua linhas para tentar aproveitar os espaços cedidos pelos adversários com velocidade. Principalmente depois que abre o placar. Só que defende mal, deixa muitos espaços entre os setores e nas transições ofensivas depende fundamentalmente das ações individuais de seus talentos.

Como no primeiro gol, consequência de um pênalti sofrido e convertido por Gabriel Barbosa. Este que escreve não marcaria a falta do goleiro Santos confirmada pela arbitragem com auxílio do VAR. A cobrança perfeita mascarou mais uma tomada de decisão equivocada do camisa nove à frente do goleiro com bola rolando. Muita afobação e pouca inteligência para definir.

Ao contrário de Bruno Henrique, que completou cruzamento para começar a virar o emocional do time e da torcida com o empate. Já no desespero, com Rodinei, Vitinho e Lincoln em campo. Levantando 46 bolas na área adversária. Cedendo espaços, com Renê salvando gol certo de Tomás Andrade. Praticamente dividindo a posse de bola (51% x 49%) e permitindo onze finalizações de um time misto.

A 12ª conclusão do Fla, quinta no alvo, foi a redentora de Rodrigo Caio. Para elogiar a indignação com a derrota e até com o empate, que tantas vezes faltou em tantos momentos da gestão de Bandeira de Mello e outros treinadores. Mas o desempenho como equipe segue devendo. Nem sempre a fibra vai bastar.

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