Gol contra de Gabigol

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Gol contra de Gabigol
Gol contra de Gabigol
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BLOG DA MARÍLIA RUIZ: “Além disso, os tempos eram confusos e revolucionários: e nada torna o homem recolhido, aconchegado à lareira, simples e facilmente feliz como a guerra. É a paz que, dando os vagares da imaginação, causa as impaciências do desejo.”

Estou lendo Eça de Queirós no aconchego do meu lar enquanto os profissionais de saúde travam uma guerra sem fim contra o coronavírus e contra quem desdenha da própria vida e da dos outros.

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Acordo cedo no domingo com a notícia de que Gabigol (e mais 200) foram detidos em um cassino clandestino na madrugada de São Paulo.

Por quê? Por quê?

Poderia se dizer que os famosos, ainda mais os bicampeões brasileiros, em paz, precisam saciar as “impaciências do desejo”. Poderia se dizer que no Brasil ser famoso ou jogador de futebol (imagina ser os dois?) é quase prerrogativa de foro privilegiado e, assim, ele teme muito menos as leis. Até porque já pululam nas redes sociais muitos candidatos a “advogados” do coitadinho do jogador, punido pela “hipocrisia” da imprensa.

Eu não tenho nem mais forças para tanta ignorância… Mas ainda tenho que ter força para salvar a minha vida, a dos meus filhos, amigos e família.

Não basta o futebol dizer que e seguro e blábláblá. O futebol precisa ser seguro, dirigido por gente séria e MUITO MENOS egoísta, representado por astros seguros, menos egoístas e, de preferência, sintonizados com a dor de um país que tem chorado mais de 2 mil mortes por dia.

Se eu fosse o Tite, colocaria o Richarlison para ser o tutor do Gabigol daqui para frente. Chega de gol contra do melhor atacante brasileiro em atividade.

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