Pepê: "Não tem como expressar o que é fazer gol pelo Flamengo"

8
Pepê: "Não tem como expressar o que é fazer gol pelo Flamengo"
Pepê: "Não tem como expressar o que é fazer gol pelo Flamengo"
Publicidade

Pepê, jogador do Flamengo – Foto: Marcelo Cortes

GLOBO ESPORTE: Por Felipe Schmidt

Publicidade

A história de Pepê no Flamengo é dividida num antes e depois da chegada de Rogério Ceni. Sem o treinador, o meia se acostumou a treinar com o elenco principal e sequer ser relacionado. Ficou meses sem atuar. Após Ceni assumir o comando, o jovem mudou de posição, passou a ser volante, ganhou chances no Campeonato Brasileiro e conseguiu uma até então improvável renovação de contrato.

Pepê sabe da importância de Ceni em seu momento no Flamengo. Para ele, o técnico teve a visão de utilizá-lo em uma função em que se sente mais confortável. Por isso, não mede elogios ao treinador.

– O Rogério foi e é um paizão pra mim. Desde o primeiro dia que ele chegou, me olhou de forma diferente. Ele foi o primeiro que me deu oportunidade. Conversamos muito. Ele me dá muita dura, me ensina muito. Mas sei que é sempre para o nosso bem, para o bem do Flamengo – disse o volante ao ge.

Com contrato até junho de 2021, Pepê ainda tem pouco tempo para ganhar espaço no Flamengo. Não à toa, foi um dos jogadores que cortaram as férias e voltaram a treinar para o início do Campeonato Carioca. A estreia não foi das melhores, com pênalti perdido contra o Macaé. Mas é neste torneio que o volante deposita as fichas para prolongar sua estadia no clube.

Confira abaixo a entrevista com Pepê:

ge: Você passou um longo tempo no Flamengo apenas treinando, sem ser utilizado ou mesmo relacionado. Como você ficou neste período? O que fez para se manter motivado?
Pepê: Foi um período muito difícil, não vou negar, tive que trabalhar muito a minha cabeça. Porque, teoricamente, estava sem perspectiva, nenhuma expectativa de jogar, mas como todos sabem, sou um cara que confia muito em Deus e sabia que em algum momento ele me daria uma oportunidade e iria me abençoar. Foi isso que aconteceu. O que fiz pra me manter motivado, é um acordo que tenho comigo mesmo. Fazer o meu melhor independente se tem alguém olhando, se tem perspectiva. Preciso trabalhar o tempo todo para que eu possa ser melhor todos os dias. É dessa forma que eu trabalhava. Graças a Deus a oportunidade chegou e puder ajudar os meus companheiros, o Rogério. Meus companheiros foram muito importantes nesse período. Por mais que eu não jogasse, sempre estavam me incentivando, me ajudando e hoje eu posso ajudar diretamente, que é em campo.

Com a chegada do Rogério Ceni, você começou a ter mais espaço. Como é sua relação com ele? Ele chegou a conversar contigo sobre isso?
– O Rogério foi e é um paizão pra mim. Desde o primeiro dia que ele chegou, me olhou de forma diferente. Ele foi o primeiro que me deu oportunidade. Conversamos muito. Ele me dá muita dura, me ensina muito. Mas sei que é sempre para o nosso bem, para o bem do Flamengo. Eu sou um cara que escuto, não tenho vaidade. A nossa relação é muito boa. Não só comigo, mas com todos os jogadores. E é isso que faz um time campeão. Um grupo forte, o ambiente. A minha relação com ele é única. É um cara que me ajudou muito. Sem palavras.

Por que você acha que passou a ter mais chance com o Ceni e não com os outros treinadores?
– Eu passei a ter mais chances com o Rogério porque ele foi o primeiro treinador que me experimentou numa posição que desde que subi para o profissional, foi a que eu mais gostei de jogar, onde me senti mais confortável. Hoje eu me considero um volante, não um meia. Acho que isso funcionou muito bem. Ele teve o feeling, o timing certo e a percepção de que eu poderia render muito mais como volante. Eu já tinha essa percepção também, mas ninguém tinha feito isso. Ele fez e coincidentemente o meu rendimento cresceu muito e eu consegui ajudar muito mais nessa posição. Cresci demais com ele justamente porque é onde me sinto confortável.

No Campeonato Brasileiro, você ganhou chances e fez um gol contra o Palmeiras. Qual foi o momento mais marcante para você neste torneio?
– O meu momento mais marcante no Campeonato Brasileiro com certeza foi o gol contra o Palmeiras. Deus me honrou com um gol. Fazer um gol pelo Flamengo é uma coisa que não tem palavras pra expressar ou explicar isso. Ali eu pude fazer o gol e aquele jogo foi importante na nossa arrancada para o título. Sem dúvidas foi o momento mais marcante do Brasileirão pra mim.

Você tem neste Carioca a chance de jogar mais e ter uma sequência. Como está encarando esta oportunidade?
– Eu decidi voltar mais cedo para realmente ajudar, jogar e dar início a esse Carioca. É uma oportunidade maravilhosa. Estamos encarando com muita fome, muita vontade e desejo de conquistar os três pontos em todos os jogos. Quando vestimos a camisa do Flamengo nós sabemos que estamos lidando com a paixão de 42 milhões de pessoas. Essa torcida é quem nos motiva e nos alegra e precisamos dar nosso melhor em todos os jogos.

Você tem mais seis meses de contrato com o Flamengo. Considera este período um momento decisivo para sua carreira?
– Eu gosto de trabalhar dia após dia. Há três meses meu contrato estava para acabar e eu em nenhum momento me preocupei com isso. Confio demais em Deus e sabia que ele tinha o melhor preparado para mim. Foi isso que aconteceu e agora não é diferente. Quero trabalhar dia após dia. Dar o meu melhor a todo tempo, e o futuro a Deus pertence. Quero fazer o meu melhor hoje e deixar o amanhã nas mãos de Deus.

Publicidade