Atuando como visitante no Maracanã e sob os olhares de Jorge Jesus, o Flamengo esteve longe de apresentar um bom futebol diante do Fluminense, em duelo válido pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado foi um 0 a 0, com poucas oportunidades criadas.

Poucas para o Flamengo, já que Diego Alves parou o Fluminense com defesas difíceis – principalmente na etapa final. O LANCE! destaca este e outros quatro fatores que marcaram a má atuação do Rubro-Negro neste domingo.

INÍCIO DE PRESSÃO SOFRIDA

O Flamengo encontrou dificuldades para impor o seu ritmo nos primeiros minutos da peleja, quando o Fluminense pressionou e, ao seu estilo, conseguiu sair jogando de trás na base do jogo apoiado. Diego Alves teve trabalho.

Para piorar, Piris da Motta, substituto de Cuéllar (a serviço da seleção colombiana e que jogou 66 minutos em amistoso neste domingo), levou cartão amarelo ainda no acender das luzes.

LEVE MELHORA

A partir dos 20 minutos da etapa inicial, passado o sufoco causado pelo Fluminense, o Flamengo passou a controlar as ações, a rodar a bola e a encontrar boas soluções. Diego chegou a acertar trave, Gabriel quase marcou de bicicleta, enquanto o time mandante baixara as linhas de marcação e não conseguia sair em contra-ataque.

No entanto, o fato de ter mais a bola no pés potencializou erros individuais, e o Flamengo terminou a etapa inicial com 22 passes errados, quase dez a mais em relação aos rivais, e isso mesmo com menos posse. O apito para a pausa veio pouco depois de um duelo equilibrado e morno – isto já na reta final.

MEIO-CAMPO IMPRODUTIVO

Por falar dos erros excessivos, Diego pecou muito no quesito. Com dores na panturrilha direita, o camisa 10 deixou o jogo no intervalo. Berrío foi o acionado para atuar na ponta direita, o que fez com que Everton Ribeiro fosse deslocado para a articulação no meio.

Como citado, o Flamengo conseguiu crias chances, mas o setor responsável, o meio-campo, esteve longe de ser produtivo no último terço do ataque. Everton pouco dialogou com Diego quando os dois estavam juntos, por exemplo.

MUDANÇAS NÃO DERAM CERTO

Berrío na ponta direita, Bruno Henrique na esquerda e Everton, sem Diego em campo, por dentro. A alteração de Salles não surtiu o efeito esperado, já que o Flamengo passou longe de ser mais agudo – embora Bruno tenha puxado bons contragolpes em seu corredor. O colombiano entrou mal.

Em seguida, entraram Vitinho, na vaga de Gabigol e que tentou incomodar no ataque, sem sucesso, e Ronaldo – este último já no fim e apenas pelo cansaço de Piris.

DIEGO ALVES, O HERÓI

Este entretítulo já entrega: o Flamengo voltou a sofrer na etapa final e, espaçado, não conseguiu trocar passes para quebrar a marcação tricolor. Diego Alves teve que fazer ao menos quatro defesas difíceis, de chutes de dentro da área. E as exigências foram consideráveis.

O Flamengo também deixou muitos espaços na entrada da área, tanto que Paulo Henrique Ganso finalizou quatro vezes – porém, em todas, a bola subiu. Em suma: Jesus certamente viu que há muito a ser afinado. E não dá para reclamar de peças.

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