Rogério Ceni justifica Diego como volante: “Preciso ter construção de jogo”

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Rogério Ceni justifica Diego como volante: “Preciso ter construção de jogo”
Rogério Ceni justifica Diego como volante: “Preciso ter construção de jogo”
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UOL: Na campanha do título brasileiro de 2020, Rogério Ceni implantou na reta final uma mudança ousada no Flamengo, com o recuo de Willian Arão para atuar como zagueiro e o meia Diego como primeiro volante, mudança que reduz um pouco o poder de marcação, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade da saída de bola e do passe no meio de campo.

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Em entrevista a Mauro Cezar Pereira no programa Dividida, Rogério explica a escolha e a forma como a maior posse de bola possibilita jogar sem um jogador mais responsável pelo desarme no meio de campo, desde que todos os jogadores consigam pressionar e roubar a bola no ataque.

“O que eu pensei naquele momento? Eu preciso ganhar os jogos, eu preciso ter construção de jogo, todo mundo vem, ou a maioria, vem contra o Flamengo da linha do meio-campo para trás ou pressionando só a saída de bola de depois baixa muito para trás, então você vê, lá fora você vê muito meia, o Pirlo, por exemplo, veio jogar para trás, quando viu que é um cara de qualidade, bom passe, bom lançamento, bate bem na bola”, explica o treinador.

“O Diego não tem o poder de marcação que o Arão tem, que o Cuellar tinha, por exemplo, mas ele te oferece com a bola e durante 70, 75% do tempo, nós temos a bola na maioria dos jogos, e eu tenho que pensar logicamente que os outros 25, 30% eles são muito importantes na recomposição, mas eu tenho que pensar que o todo tem que recompor, tem que marcar, temos que marcar pressão, mas durante aqueles dois terços de jogo que normalmente eu tenho a bola, eu tenho que fazer as coisas acontecerem. Com o Diego nessa função, eu acho que nós conseguimos fazer mais coisas boas acontecerem”, completa

O treinador explica que não costuma ter um sistema único de jogo, mas pretende aproveitar o fato de ter jogadores técnicos no Flamengo para escalar o time de uma forma com que os melhores possam estar em campo.

“Dentro da característica que nós tínhamos de jogadores, nós tentamos adaptar o nosso sistema de jogo. Eu não tenho um sistema de jogo predefinido, eu não venho para um lugar e digo ‘vou jogar dessa maneira’. No Fortaleza, eu comecei a jogar de uma maneira um ano, no outro ano eu mudei para um outro estilo totalmente diferente e aqui é a mesma coisa, eu tenho bons jogadores, quando eu tenho bons jogadores, eu quero colocá-los o máximo possível deles reunidos para poder jogar”, conclui.

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