São Paulo pode reclamar da arbitragem, mas não deve repetir velhos erros

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São Paulo pode reclamar da arbitragem, mas não deve repetir velhos erros
São Paulo pode reclamar da arbitragem, mas não deve repetir velhos erros
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FPF admite erro “claro e óbvio” em pênalti não marcado para o São Paulo contra o Novorizontino
FPF admite erro “claro e óbvio” em pênalti não marcado para o São Paulo contra o Novorizontino

André Rocha (UOL): Foi pênalti do goleiro Giovanni sobre Luciano, aos 45 minutos do jogo em Novo Horizonte. O arqueiro não visa a bola e vai direto no corpo do atacante. A árbitra de campo, Edina Alves, muito elogiada no dérbi do Paulista, errou feio ao não assinalar uma clara infração, mesmo com auxílio do VAR. Mas o São Paulo não perdeu para o Novorizontino, primeira derrota sob o comando de Hernán Crespo, por causa da arbitragem. Até porque nunca saberemos se Luciano, o provável batedor, converteria. O camisa 11, um dos artilheiros do Brasileiro, errou na penúltima rodada contra o Botafogo.

O que deveria preocupar os são-paulinos e o treinador argentino é a repetição de velhos erros, desde os tempos de Diniz. Como a falha na saída de bola antes do primeiro minuto que quase resultou em gol do time mandante. Também a posse de bola estéril do primeiro tempo. Com Luan recuado no centro do trio de zagueiros, entre Rodrigo Freitas e Bruno Alves, e contribuindo pouco com a rapidez na circulação da bola. Sem condução para atrair marcador e acionar logo o jovem Rodrigo Nestor ou Daniel Alves na construção já na intermediária.

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Saída apenas pela direita, com Igor Vinícius e a aproximação de Gabriel Sara. Como quase sempre, o ataque só furava as linhas de marcação adversárias quando Luciano se movimentava e buscava os espaços entre a defesa e o meio-campo adversários. Muito pouco nos primeiros 45 minutos. Para piorar, a desconcentração defensiva nos acréscimos que permitiu que Cléo Silva finalizasse com liberdade e depois, mesmo adiantado, recebesse o toque de Bruno Alves para abrir o placar.

O São Paulo melhorou novamente com a entrada de João Rojas na vaga de um zagueiro – Rodrigo Freitas, desta vez. O equatoriano empatou em outra jogada pela direita, assistência de Igor Vinícius, que deve protagonizar boa disputa pela vaga na lateral/ala com Orejuela. Só precisa ajustar o posicionamento na última linha quando o time joga com quatro atrás e também o acerto no passe na saída de bola. Mas o setor esquerdo apareceu para entregar o gol que definiu os 2 a 1 para o Novorizontino: Reinaldo errou no recuo e Guilherme Queiroz chutou forte. Tiago Volpi deixou passar. Falha comprometedora e decisiva.

Foram 60% de posse, 16 finalizações, cinco chances claras na partida. Mesmo entendendo as oscilações naturais de um início de trabalho, ainda mais sem pré-temporada e agora a indefinição sobre a sequência do Paulista por conta da pandemia, o time tricolor não pode repetir erros que comprometeram a temporada 2020 e ficaram na conta de Fernando Diniz. O pênalti não marcado poderia ter evitado o revés, mas o São Paulo tinha todas as condições de ter chegado aos acréscimos com a vitória bem encaminhada. Falhou novamente.

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